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Sunday, August 11, 2019
LEITURA DE BANHEIRO APRESENTA UM CONTO ERÓTICO DE NATÁLIA NODARI
Quando Maria
Amélia começou a dar leite, todos pensaram que estivesse grávida. Veio primeiro
a surra do pai. Segundo, os chás da mãe e por último um doutor muito discreto
afastou as perninhas da menina e decretou: essa aí ainda é virgem. Maria Amélia
voltou para a casa com a recomendação de não usar sutiã e a garantia de que o
leite secaria sozinho.
Dizem que a
diferença entre um médico e Deus é que Deus sabe que não é médico mas médico
não sabe que é Deus - e era nessa piada que Maria Amélia pensava quando
adormeceu. Naquela noite, sonhou que era um sapo gordo nadando em um banhado e
acordou em meio a poças esbranquiçadas. Levantou, trocou de camisola e pôs a
roupa de cama para lavar. Por mais três noites Maria Amélia seguiu a
recomendação do médico e durante três noites sonhou que era um polvo, baleia
jubarte e tartaruga dos galápagos, acordando sempre com as mamas vazadas.
Na quarta
noite Maria Amélia concluiu que o que dizem sobre os médicos era verdade e
resolveu solucionar seu problema a sua maneira: pressionou o corpo contra um
copo e apertou o seio esquerdo até esvazia-lo. Corando, a menina despejou o
conteúdo no vaso sanitário, olhando, admirada, o que seu peito acabara de
produzir. Realizou o mesmo processo com o outro peito e, pela primeira vez em
quatro dias, sonhou que era um dromedário atravessando o deserto do Saara.
Acordou seca e feliz como em propaganda de absorvente.
Satisfeita com
sua engenhosidade, Maria Amélia passou a ordenhar os seios todas as noites
antes de dormir, despejando o conteúdo no banheiro. Não demorou para que
passasse a sentir certo dó em misturar sua produção com os dejetos de toda família.
Afinal, seu leite merecia destino melhor do que uma piscina de tratamento de
esgoto. Regar a floreira debaixo de sua janela pareceu a coisa mais digna e
poética a se fazer. Quando se deu conta, Maria Amélia estava chamando seu
ritual de "amamentar as rosas''. Culpa do leite ou do clima, a verdade é
que as flores passaram a crescer graúdas e brancas, despertando a admiração dos
vizinhos.
Não eram
apenas as flores que arrancavam suspiros no bairro. A cada dia que passava as
tetas de Maria pareciam mais redondas. O primeiro a aparecer foi Pedro Amaral,
seguido de João dos Santos e Diego Neto. O pai anunciou para quem quisesse
ouvir que Maria só namoraria depois dos quinze.
A princípio, a
menina se alegrou com a proibição paterna: detestava o nariz de Pedro e João
tinha voz de mulher. Contudo, passou a conversar com Diego Neto todas as noites
e concluiu que queria mesmo era ser beijada, e não dar as mãos na sala de
estar. Apesar do aspecto pouco inteligente, Diego era ávido com as mãos e
tentava de todas as maneiras apalpar a menina. Quando Maria Amélia finalmente
permitiu que ele sugasse seus seios, descobriu que o que o padre Antônio falava
era absolutamente verdade: Deus fez cada parte do corpo para uma função, e essa
função só traz alegria, nunca tristeza.
Sem saber que
aquela era uma metáfora para sexo anal, Maria Amélia passou a abrir a janela de
seu quarto e pendurar as mamas no parapeito da janela. Do lado de fora da casa,
Diego mamava feito um bezerro. Seguiram com esse ritual por muitas noites, até
que uma umidade incomum na calcinha de Maria Amélia convidou o rapaz para
entrar.
O líquido
branco que Diego mamava em suas tetas fazia jorrar outro líquido do seu pau. E
Maria Amélia conheceu a definição da palavra orgasmo antes de saber o seu nome.
As flores
murcharam e a menstruação não veio.
Aflita, Maria
apelou para os chás da mãe. Dias depois, saiu de sua vagina um pedaço de carne
retorcida. Maria o enterrou junto com suas flores, terminou o relacionamento
com Diego e, por fim, concluiu que homens podem até dar alegrias, mas
jardinagem dá mais.
Dizem que as
rosas do parapeito de sua casa continuam sendo as mais lindas da cidade.
(publicado originalmente em O SEGUNDO CU)
Wednesday, August 7, 2019
LYNDA CARTER: UMA MARAVILHA DE MULHER
A estonteante
morena de olhos azuis Lynda Carter entrou para a história da cultura pop
mundial ao encarnar a Mulher Maravilha das Histórias em Quadrinhos na festejada
série de TV dos anos 70. E apesar da série ter tido um sucesso apenas moderado
em 1975, quando foi lançada, as constantes reprises das 3 temporadas de
"Wonder Woman" acabaram tornando-a um clássico camp com o passar dos
anos (e das décadas).
Parte desse
forte apelo tem a ver com o fato de Lynda ter incorporado à personagem seu
carisma como Miss America, sua doçura, e seu corpo opulento e desafiador. Com
isso, aquela Mulher Maravilha idílica das HQs -- um mulherão de carne o osso,
que agradava tanto aos marmanjos, quanto ao público feminino e ao segmento gay-lesbian
– acabou ganhando uma personificação na “vida real” simplesmente irretocável. Tanto
que nem os duvidosos talentos de Lynda como atriz conseguiram prejudicar o
resultado final do “produto”. Reza a lenda que quando ela foi apresentada a
produtor da série, ele ficou tão impressionados que disse aos seus auxiliares: “Se
ela souber falar, podem contratá-la”.
Lynda Carter,
meio sem querer, fez da amazona Lynda Prince e de sua identidade secreta Mulher
Maravilha um ícone pós-feminista que agradou em cheio a mulherada de vários
credos ideológicos, além de conseguir torná-la popular muito além das
fronteiras dos Estados Unidos. Na verdade, a série foi mais popular na Europa,
no Japão e na América do Sul do que nos Estados Unidos.
Lynda Jean
Cordova Carter nasceu em Phoenix, Arizona em 24 de Julho de 1951. Começou sua
carreira como modelo e obteve fama ao ganhar o título de Miss Mundo EUA em
1972. Passou a fazer pequenos papéis em séries e filmes de baixo orçamento até
ser escolhida para ser a heroína dos quadrinhos no ano de 1975.
Isso foi bom
por um lado, e péssimo por outro, já que – assim como aconteceu com George “Superman”
Reeves e Adam “Batman” West -- ela nunca mais conseguiu se desvencilhar da imagem
da personagem que a celebrizou, e sofreu sofreu séríssimas restrições e muitas
dificuldades de escalamento em produções. Mas, com o passar dos anos, Lynda
conseguiu redirecionar sua carreira para a cena musical, e pouco a pouco seu
passado como Mulher Maravilha passou a operar a seu favor, e não contra.
Hoje em dia,
Lynda segue na ativa com sua carreira de cantora, que ela iniciou quando ainda
estava fazendo a série. Grava discos com alguma frequência, faz tournées
prolongadas em Las Vegas e circula com seus shows pela Europa e pelo Japão, com
casas sempre cheias. Vive em Potomac, Maryland, e é casada com um advogado
chamado curiosamente Robert Altman (nada a ver com o grande cineasta) há mais
de 30 anos, e tem dois filhos: James Altman e Jessica Altman.
Detalhe
importante: continua um mulherão aos 66 anos de idade. Quem a viu recentemente
em participações pontuais na série de TV "Supergirl" pode confirmar que
ela continua um mulherão, com um corpo espetacular, aos 68 anos de idade.
Torçamos para
que Gal Gardot, a nova Mulher Maravilha, tenha a mesma sorte que Lynda Carter
teve com sua personagem. (Manuel Mann)
PS: Apesar de
nunca ter posado nua para a PLAYBOY americana, e de ter exibido seus belos e
fartos seios apenas duas ou três vezes em filmes rodados nos anos 70 e 80,
circula pela web uma infinidade de imagens de Lynda Carter nua em montagens
fotográficas nem sempre bem realizadas, mas sempre muito divertidas.
Caso alguém
tenha curiosidade em checar algumas imagens mais "picantes",
recomendo dar uma busca no Google Images por "Lynda Carter nude".
Para encerrar essa
nossa singela homenagem a essa mulher maravilhosa e também a essa deusa dos
quadrinhos, metemos as patas na lama e selecionamos alguns FAKES não muito
bandeirosos de Lynda Carter completamente nua. Divirtam-se!(Manuel Mann)
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