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Sunday, July 15, 2018

NO WEB-ESCONDERIJO DA SEMANA, CONHEÇA A SEGUNDA ENCARNAÇÃO DA LENDÁRIA REVISTA UNDERGROUND OZ


A revista Oz foi fundada em Sydney em 1963 pelo time de editores associados Richard Neville, Richard Walsh e Martin Sharp, com o intuito de cutucar o conservadorismo australiano com matérias sobre homossexualismo, aborto, brutalidade policial e desigualdades em geral – sem esquecer jamais de cutucar a Política Australiana e a Guerra do Vietnam.


Desnecessário dizer que foram combatidos de forma feroz pelos conservadores de plantão, que não sossegaram enquanto não enquadraram por obscenidade cada edição que saía da revista, o que pouco inviabilizou a sua manutenção e a sua continuidade. Mesmo assim, a revista resistiu bravamente em sua base australiana até Dezembro de 1969, quando encerrou atividades.


Mas OZ não morreu. Na verdade, OZ já estava flertando há muitos anos com a possibilidade de mudar sua base para Londres. Isso aconteceu em 1967, e quem montou a edição londrina foi o escritor e editor Jim Anderson, que se associou a Sharp e Neville na empreitada – que, por sua vez, ainda chamaram o designer britânico Jon Goodchild para ajudar a repaginar a revista para o público da Swinging London.


Foi a partir do advento da fase londrina de OZ que Sharp começou a se estabelecer como um dos principais artistas da era psicodélica, projetando capas e pôsteres para Jimi Hendrix, Cream e Bob Dylan. Hoje, seu estilo é considerado um clássico das artes gráficas daquele período, e foi copiado incansavelmente por ilustradores e desenhistas em publicações pelo mundo afora.


Em 1970, Neville e Anderson foram acusados de obscenidade e de conspirar para “debochar e corromper a moral das crianças jovens” depois de convidarem um grupo de estudantes do ensino médio para o escrever e editar uma edição inteira da revista. Mesmo sob constante fogo cruzado das autoridades britânicas, OZ conseguiu sobreviver bravamente em Londres até Novembro de 1973.



Olhando em retrospecto, se somarmos os 11 anos de vida da revista em suas fases australiana e inglesa, chegaremos à conclusão de que, mesmo aos trancos e barrancos financeiros e jurídicos, OZ foi um projeto vitorioso, que sempre se garantiu com poucos anunciantes e muitas assinaturas de leitores fiéis.


LEIA TODAS AS EDIÇÕES
DA REVISTA AUSTRALIANA OZ EM PDF
DE ABRIL DE 1963
ATÉ DEZEMBRO DE 1969
AQUI


Thursday, July 12, 2018

NO WEB-ESCONDERIJO DA SEMANA, CONHEÇA A PRIMEIRA ENCARNAÇÃO DA LENDÁRIA REVISTA UNDERGROUND OZ


A revista Oz foi fundada em Sydney em 1963 pelo time de editores associados Richard Neville, Richard Walsh e Martin Sharp, com o intuito de cutucar o conservadorismo australiano com matérias sobre homossexualismo, aborto, brutalidade policial e desigualdades em geral – sem esquecer jamais de cutucar a Política Australiana e a Guerra do Vietnam.


Desnecessário dizer que foram combatidos de forma feroz pelos conservadores de plantão, que não sossegaram enquanto não enquadraram por obscenidade cada edição que saía da revista, o que pouco inviabilizou a sua manutenção e a sua continuidade. Mesmo assim, a revista resistiu bravamente em sua base australiana até Dezembro de 1969, quando encerrou atividades.



Mas OZ não morreu. Na verdade, OZ já estava flertando há muitos anos com a possibilidade de mudar sua base para Londres. Isso aconteceu em 1967, e quem montou a edição londrina foi o escritor e editor Jim Anderson, que se associou a Sharp e Neville na empreitada – que, por sua vez, ainda chamaram o designer britânico Jon Goodchild para ajudar a repaginar a revista para o público da Swinging London.


Foi a partir do advento da fase londrina de OZ que Sharp começou a se estabelecer como um dos principais artistas da era psicodélica, projetando capas e pôsteres para Jimi Hendrix, Cream e Bob Dylan. Hoje, seu estilo é considerado um clássico das artes gráficas daquele período, e foi copiado incansavelmente por ilustradores e desenhistas em publicações pelo mundo afora.



Em 1970, Neville e Anderson foram acusados de obscenidade e de conspirar para “debochar e corromper a moral das crianças jovens” depois de convidarem um grupo de estudantes do ensino médio para o escrever e editar uma edição inteira da revista. Mesmo sob constante fogo cruzado das autoridades britânicas, OZ conseguiu sobreviver bravamente em Londres até Novembro de 1973.


Olhando em retrospecto, se somarmos os 11 anos de vida da revista em suas fases australiana e inglesa, chegaremos à conclusão de que, mesmo aos trancos e barrancos financeiros e jurídicos, OZ foi um projeto vitorioso, que sempre se garantiu com poucos anunciantes e muitas assinaturas de leitores fiéis.


LEIA TODAS AS EDIÇÕES
DA REVISTA AUSTRALIANA OZ EM PDF
DE ABRIL DE 1963
ATÉ DEZEMBRO DE 1969
AQUI




Monday, June 18, 2018

NO WEB-ESCONDERIJO DA SEMANA, UMA HEMEROTECA COM INÚMEROS TÍTULOS DE PULP MAGAZINES


DEFINIÇÃO DE PULP:

Revistas (pulp magazines), novelas, romances e filmes, em geral considerados subliteratura, que se caracterizam por aventuras com violência, chocantes e sensacionalistas; a origem da expressão em si é alusiva, pois pulp é a massa da madeira que dá origem ao papel; no Brasil tornou-se tão difundida na mídia, no circuito do cinema etc. – graças ao renome do filme com esse título de Quentin Tarantino (1994), que ninguém reparou no subtítulo que lhe deram: “Tempo de violência”. Tão conhecida, que os jornalistas já se permitem usar a primeira palavra, como substantivo: “Pulp de Ipanema [título] (…) ele [Nelson Motta, no livro ‘Bandidos e Mocinhas’, 2004] exibe um texto mais fluente e humorístico, um pulp carioca” (L. A. Giron, É, 2004). > 10, 15 e 22.

LEIA PULP MAGAZINES CLÁSSICAS
AQUI


LEIA PULP MAGAZINES CLÁSSICAS
AQUI


LEIA PULP MAGAZINES CLÁSSICAS
AQUI




Tuesday, June 12, 2018

NO WEB-ESCONDERIJO DA SEMANA, CONHEÇA AS QUATRO EDIÇÕES DIGITALIZADAS DA ICÔNICA REVISTA EROS

por Manuel Mann

Em 1962, Ralph Ginzburg (28 de Outubro de 1929 – 6 de Julho de 2006) deu início à publicação de seu primeiro grande trabalho, EROS, uma revista trimestral com capa dura periódico contendo artigos e fotos-ensaios sobre amor e sexo – algo inédito na história editorial americana até então. Herb Lubalin foi o diretor de arte do projeto, batizado a partir do Deus Grego do Amor.

Encadernada em papelão no formato 13 "x 10", com cerca de 90 páginas, teve apenas quatro edições publicadas. Nas palavras de Ginzburg, “Eros só conseguiu ver a luz do dia graças a decisões judiciais que interpretaram realisticamente a lei da obscenidade da América, proporcionando aos leitores um novo sopro de liberdade de expressão". Ginzburg dedicou a revista às "alegrias do amor e do sexo", combinando entretenimento com subtextos mais sofisticados e críticos, e oferecendo uma ampla cobertura da sexualidade na história, política, arte e literatura e distribuindo mensagens de ativismo social como a libertação da repressão excessiva da época, a democratização da arte, a igualdade racial e os manifestos anti-guerra.

Eros teve vida curta, mas foi uma publicação importantíssima, pois não só cobriu e ajudou a incitar a revolução sexual, como também contribuiu para a formação da contracultura no final dos anos 1960.

Trazia contos de Ray Bradbury e Guy de Maupassant, além de Eric Partridge e seu “Dicionário Vulgar” e poemas eróticos de John Ardali, 2o Conde de Rochester.

EDIÇÃO #2 (Verão 1962)
Trazia ensaios fotográficos sobre John F Kennedy, prostitutas francesas e estátuas eróticas na Índia, além do conto erótico de Mark Twain "1601" e uma curiosa patente antiga de um cinto de castidade masculino.

EDIÇÃO #3 (Outono 1962)
Esta edição foi centrada em uma sessão fotográfica de 18 páginas da recém falecida Marilyn Monroe (as fotos foram tiradas por Bert Stern seis semanas antes de sua morte), mas trazia também uma peça de Bonnie Prudden, um extrato do clássico do erotismo inglês “Fanny Hill” (até então inédito dos EUA) e um artigo sobre Samuel Roth.

EDIÇÃO #4 (Inverno 1962)

Esta edição publicou uma carta de Allen Ginsberg, um perfil de Frank Harris, e um poema fotográfico de oito páginas intitulado "Preto e Branco em Cores", protagonizado por um negro e uma branca nus. Alegaram que a revista foi perseguida por motivos racistas, no embalo da onda de violência racial deflagrada no sul dos Estados Unidos, e que não teria havido tal perseguição se as fotos tinham apresentado um par da mesma cor.

LEIA AS 4 EDIÇÕES DE EROS



Monday, June 4, 2018

Sunday, May 27, 2018

NO WEB-ESCONDERIJO DA SEMANA, CONHEÇA AS QUATRO EDIÇÕES DIGITALIZADAS DA ICÔNICA REVISTA EROS

por Manuel Mann

Em 1962, Ralph Ginzburg (28 de Outubro de 1929 – 6 de Julho de 2006) deu início à publicação de seu primeiro grande trabalho, EROS, uma revista trimestral com capa dura periódico contendo artigos e fotos-ensaios sobre amor e sexo – algo inédito na história editorial americana até então. Herb Lubalin foi o diretor de arte do projeto, batizado a partir do Deus Grego do Amor.

Encadernada em papelão no formato 13 "x 10", com cerca de 90 páginas, teve apenas quatro edições publicadas. Nas palavras de Ginzburg, “Eros só conseguiu ver a luz do dia graças a decisões judiciais que interpretaram realisticamente a lei da obscenidade da América, proporcionando aos leitores um novo sopro de liberdade de expressão". Ginzburg dedicou a revista às "alegrias do amor e do sexo", combinando entretenimento com subtextos mais sofisticados e críticos, e oferecendo uma ampla cobertura da sexualidade na história, política, arte e literatura e distribuindo mensagens de ativismo social como a libertação da repressão excessiva da época, a democratização da arte, a igualdade racial e os manifestos anti-guerra.

Eros teve vida curta, mas foi uma publicação importantíssima, pois não só cobriu e ajudou a incitar a revolução sexual, como também contribuiu para a formação da contracultura no final dos anos 1960.

Trazia contos de Ray Bradbury e Guy de Maupassant, além de Eric Partridge e seu “Dicionário Vulgar” e poemas eróticos de John Ardali, 2o Conde de Rochester.

EDIÇÃO #2 (Verão 1962)
Trazia ensaios fotográficos sobre John F Kennedy, prostitutas francesas e estátuas eróticas na Índia, além do conto erótico de Mark Twain "1601" e uma curiosa patente antiga de um cinto de castidade masculino.

EDIÇÃO #3 (Outono 1962)
Esta edição foi centrada em uma sessão fotográfica de 18 páginas da recém falecida Marilyn Monroe (as fotos foram tiradas por Bert Stern seis semanas antes de sua morte), mas trazia também uma peça de Bonnie Prudden, um extrato do clássico do erotismo inglês “Fanny Hill” (até então inédito dos EUA) e um artigo sobre Samuel Roth.

EDIÇÃO #4 (Inverno 1962)

Esta edição publicou uma carta de Allen Ginsberg, um perfil de Frank Harris, e um poema fotográfico de oito páginas intitulado "Preto e Branco em Cores", protagonizado por um negro e uma branca nus. Alegaram que a revista foi perseguida por motivos racistas, no embalo da onda de violência racial deflagrada no sul dos Estados Unidos, e que não teria havido tal perseguição se as fotos tinham apresentado um par da mesma cor.

LEIA AS 4 EDIÇÕES DE EROS
AQUI