Nunca
vou esquecer a primeira vez que vi Agostina Belli no cinema. Foi em ‘Malícia”
(1974), uma comédia do grande diretor italiano Dino Risi. Eu tinha 14 anos de
idade, e lembro que saí do cinema completamente encantado com aqueles olhos
azuis acinzentados e com aquele corpo lindo, delicado e arrebatador. Logo
percebi que a minha paixão por ela não era um fenômeno isolado. Haviam centenas
de marmanjos igualmente encantados por ela, pois vários outros filmes dos quais
ela participou alguns anos antes começaram a circular pelas salas de cinema
daqui – filmes como “Mimi, o Metalúrgico”, “Pecado Venial”, “Telefones Brancos”,
“A Governante”, “A Última Neve da Primavera”.
Nascida
em Milão, a 13 de abril de 1949, Agostina Maria Magnoni não sossegou enquanto
não realizou seu sonho infantil de ser atriz. Mesmo vindo de uma família
humilde, ela contou com o apoio de seu pai em seus primeiros meses em Roma tentando
a sorte no cinema. O ano era 1968, e ela rapidamente conseguiu ser escalada
para pequenos papeis até chegar a ser coadjuvante e, mais adiante, protagonista
em filmes de gabarito. Sua beleza faz com que a imprensa criasse uma pretensa
rivalidade com Laura Antonelli – que, diga-se de passagem, nunca existiu, pois
as duas eram muito amigas.
Seu
maior sucesso no cinema foi “Perfume de Mulher” (1974), ao lado do fabuloso
Vittorio Gassman, que lhe abriu as portas de Hollywood. Agostina, no entanto,
preferia permanecer na Itália, e não se deixou encantar pelo chamado de
Hollywood. Saiu de cena em meados dos anos 1980, por não concordar com o fim das
cinema eróticas italianas, que deram lugar aos filmes pornô de sexo explícito. Ficou
afastada do cinema por 10 anos, e voltou a atuar só no final dos Anos 90, em
minisséries de TV.
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